segunda-feira, 30 de março de 2009

O CLERO É ESCLEROSADO!


Em terras africanas surgiu o pronunciamento do Papa contra o uso da camisinha.
A solução é a abstinência sexual e a fidelidade matrimonial.
Em terras brasileiras;Um arcebispo cearense excomungou os médicos responsáveis pelo aborto de gêmeos numa menina de nove anos,que tinha sido estuprada e engravidada pelo padrasto.
Um bando de intolerantes e retrógados.Isso é a Igreja Católica.
Segundo Santo Agostinho,sobre o pecado original:..só pode existir,se já no momento da fecundação,estiver ali a alma.Porque o pecado é da alma e não do corpo...
Isso explica a Inquisição-queimava-se os pecadores para salvar-lhes a alma.
Em outras palavras,o que importa não é a vida do corpo e sim a pureza da alma.
Que mal há em usar camisinha?
Não pode haver,na Bíblia(escrita pelo homem)nenhuma condenação explícita a seu uso,uma vez que ela é uma invenção do século XX.
Hipocrisia é sinônimo de Igreja Católica e de seus ferverosos seguidores.
Todos de alma suja e fétida.
Minha alma confio só à Deus(ou seja lá qual for seu nome)e ninguém mais.Nem Santo,Nem Papa,nem Bispo,nem Padre e nem palavras.
A Igreja quer salvar a alma(que é divina)não a vida(que é humana).

quinta-feira, 26 de março de 2009

CLASSE!!!


Não vejo sentido nas classes!!!
Nem na A,nem na B e nem na C.
Não vejo sentido nas classes das escolas.
Aquela velha classe comportamental se mostra inútil diante dos meus olhos secos!!!
Também nunca procurei sentido nas coisas que não fazem sentido.Deve ter algo a ver com o contra-baixo de Charles Mingus em work song!!!Ou até mesmo o surrealismo de Salvador Dalí!!!
Ambos da classe artística!!!
A verdade é que nunca procurei respostas para o que é perfeito(ou o que deveria ser perfeito).Porque de tanto procurar pode ser que eu encontre e depois não saiba o que fazer com o que me será revelado!!!
Você pode considerar tudo isso covardia,eu acho que é "non sense".


"...But I got cat class and I got cat style!!!"


segunda-feira, 16 de março de 2009

WAY!!!


Agora é tarde!!!
O papo cabeça começou e não tenho nenhuma verdade púrpura fazendo charme na ponta da língua(é que os destilados distendem os nervos).
Então saio pra respirar ar fresco!!!Descubro que isso só é possível se eu sair da atmosfera nebulosa e escura que envolve as cabecinhas "gêniais" e entrar no submundo dos "banais".
O fato é que tudo em volta existe e já não faço a menor questão de saber o que estou fazendo no meio disso tudo.
Sei que ninguém vai sair ileso desse naufrágio no gelo,estamos na rede,peixinhos mortos no aquário.Mas sempre carrego o meu bote salva-vidas!!!
Eu sei que a noite é fria e que Baudelaire sussura no meu ouvido dizendo:

"Vê???A noite se aproxima e só nos restou cantar a canção dos cães danados."

sexta-feira, 13 de março de 2009

SEXTA-FEIRA 13!!!


O retrato oval-Edgar Allan Poe


O castelo no qual meu criado estava decidido a entrar à viva força, não consentindo que eu, ferido como estava, tivesse que passar a noite debaixo da chuvarada, era um grande edifício senhorial e melancólico, que durante muitos e muitos séculos, fora grito de guerra nos Montes Apeninos. Segundo nos disseram, tinha sido abandonado temporariamente por seus donos.

Acomodamo-nos numa das salas menores, que era também a mais modestamente mobiliada. Estava situada num torreão um tanto afastado do corpo principal do castelo; seus móveis, seus adornos, ricos e luxuosos, pareciam maltratados pela ação do tempo e apenas conservavam poucos vestígios do antigo esplendor.

Sobre as paredes caíam tapeçarias e troféus heráldicos, bem como grande quantidade de quadros modernos encerrados em molduras de ouro e madeiras finíssimas. Devido talvez ao delírio que me produzia a alta febre, senti crescer dentro de mim um grande amor por aqueles quadros que como prodigioso e estranho museu, tinha diante dos olhos.

Mandei o criado fechar as pesadas portas e as altas janelas, pois era noite cerrada, e acender o candelabro de sete braços que encontrara sobre a mesa. Descerrei, em seguida, os cortinados de cetim e veludo que rodeavam o dossel de minha cama.

Queria assim, se por acaso não chegasse a conciliar o sono, distrair-me ao menos na contemplação dos quadros na leitura de um livro de pergaminho que havia encontrado sobre a almofada, o qual parecia conter a descrição e a história de todas as obras de arte que se achavam encerradas naquele castelo.

Passei quase toda a noite lendo. Naquele livro estava realmente a história dos quadros que me rodeavam. E as horas transcorreram rapidamente e, sem que eu percebesse, chegou a meia-noite. A luz do candelabro me feria os olhos e, sem que meu criado o notasse, coloquei-o de tal modo que somente projetasse seus tênues raios sobre a superfície escrita do livro. Mas aquela troca de luz produziu um efeito inesperado. Os resplendores das numerosas velas projetaram-se então sobre um quadro da alcova que uma das colunas do leito até então tinha envolto numa sombra profunda. Era o retrato de uma jovem quase mulher. Dirigi ao quadro uma olhadela rápida e fechei os olhos.

Não o compreendi bem a principio. Mas, enquanto minhas pupilas permaneciam fechadas, analisei rapidamente a razão que mas fazia cerrar assim. Era um movimento involuntário para ganhar tempo, para assegurar-me de que minha vista não me tinha enganado, para acalmar e preparar meu espírito para uma contemplação mais serena. Ao cabo de alguns momentos olhei de novo para o quadro, desta vez fixa e penetrantemente.

Já não podia duvidar, ainda que o quisesse, de que então via muito claramente. O primeiro esplendor da chama do candelabro sobre a tela tinha dissipado a confusão de meus sentidos e chamara à realidade. O retrato era de uma jovem. Um busto; a cabeça e os ombros pintados nesse estilo que chamam, em linguagem técnica, estilo de “vinheta”; um tanto da “maneira” de Sully em suas cabeças prediletas. O seio, os braços e os cachos de cabelos radiantes fundiam-se imperceptivelmente na sombra que servia de fundo ao junto. A moldura era oval, dourada e trabalhada ao gosto moderno. Como obra de arte não se podia encontrar nada mais adorável do que a própria pintura. Mas pode ser que não fosse nem a execução da obra nem a beleza daquele semblante juvenil que me impressionou tão súbita e fortemente. Devia acreditar ainda menos que a minha imaginação, saindo de um sonho, tivesse tomado aquela mulher por uma pessoa viva.

Vi, em primeiro lugar, que os pormenores do desenho, o estilo e o aspecto da moldura não me deixariam nenhuma ilusão, ainda que momentânea, dissipando imediatamente semelhante encantamento. Fazendo estas reflexões, permaneci estendido uma hora inteira, com os olhos cravados no retrato.

Tinha adivinhado que o “encantamento” da pintura era uma expressão vital, absolutamente adequada à própria vida, que primeiro me tinha feito estremecer e que finalmente me subjugara, aterrorizado. Com um terror profundo e insopitável, coloquei de novo o candelabro na sua primitiva posição.

Tendo ocultado assim a minha vista a causa dessa profunda agitação, procurei ansiosamente o livro que continha a análise do quadro e sua história. Fui em busca do número que designava o retrato oval e li o seguinte relato:

“Era uma jovem de rara beleza e cheia de jovialidade. Maldita foi a hora em que viu e amou o artista, casando-se com ele! Ele, apaixonado, estudioso, amava, mais do que sua esposa, a sua Arte; ela, uma jovem de rara beleza e não menos amável do que cheia de jovialidade - nada mais do que luz e sorrisos - ágil como a lebre solta no campo - amando e acariciando todas as coisas - não odiando mais do que a Arte, que era sua rival - não temendo mais do que a palheta e os pincéis. Foi uma coisa terrível para ela ouvir o pintor falar do desejo de pintar sua esposa. Mas esta era obediente, e sentou-se com doçura durante longas semanas no sombrio e alto “atelier” da torre, onde a luz penetrava por uma clarabóia de cristal. Mas ele, o pintor, punha seu destino e sua glória no retrato, que avançava em cores de hora para hora e de dia para dia…

E ele era um homem apaixonado e estranho, que se perdia em sonhos, tanto que “não queria” ver que a Luz que filtrava tão lugubremente naquela torre afastada, extenuava a saúde e a alma de sua mulher, que enfraquecia visivelmente aos olhos de todo o mundo, exceto aos dele.

Contudo, ela sorria sempre, sem se queixar, porque via que o pintor sentia um prazer doido e ardente na sua tarefa e trabalhava noite e dia para pintar aquela que amava tanto, mas que se tomava de dia para dia mais lânguida e mais débil. E, na verdade, os que contemplavam o retrato falavam em voz baixa da extrema semelhança do original como de uma prodigiosa maravilha e como de uma prova não menor do talento do pintor do que de seu profundo amor por aquela a quem pintava ato milagrosamente bem.

Todavia, mais tarde, quando a tarefa se aproximava de seu fim, já ninguém podia visitar a torre: o pintor tinha enlouquecido com o ardor de seu trabalho e não tirava os olhos da tela senão para ver a fisionomia da mulher. E “não queria” ver que as cores que gravava na tela ele as ia tirando das faces daquela que estava sentada à sua frente. E quando, decorridas muitas semanas, já faltava muito pouco trabalho - nada mais do que uma pincelada sobre os lábios e uma sombra sobre os olhos - o espírito da mulher palpitou como a chama próxima a extinguir-se palpita numa lâmpada; e então o pintor deu a pincelada sobre os lábios e a sombra sobre os olhos e, durante um momento, quedou em êxtase ante o trabalho que tinha realizado; um minuto depois, quando o olhava extasiado, um estremecimento de terror percorreu seu corpo e começou a gritar com voz aguda e destemperada.

- É a vida, é a própria vida que eu aprisionei na tela!

E, quando se voltou para contemplar sua esposa, viu que ela estava morta.”

quarta-feira, 11 de março de 2009

MOSCA DE PADARIA!!!


Este é o meu terror!!!
O juízo passou a ser uma probabilidade,uma eventualidade,uma hipótese.
Tenho andado como Orestes em meio as "moscas".
Sinto que o roteiro da minha existência foi escrito por Sartre.
Sinto me aliviado pois escapei dos romances laxativos de Sidney Sheldon.
Pousei sobre a culpa dos que traem a própria sombra.
Passei a caminhar dançando!!!E a falar cantando!!!
Abriu-se a cortina do palco mas não acenderam as luzes,o breu evidencia a luz de saída.

EXIT-"do verbo hesitar!!!"

quinta-feira, 5 de março de 2009

IDEALIZAÇÃO DA HUMANIDADE FUTURA.


Rugia nos meus centros cerebrais
A multidão dos séculos futuros
-Homens que a herança de ímpetos ímpuros
Tornara etnicamente irracionais!-

Não sei que livro,em letras garrafais,
Meus olhos liam!No húmus dos monturos,
Realizavam-se os partos mais obscuros,
Dentre as genealogias animais!

Como quem esmigalha protozoários
Meti todos os dedos mercenários
Na consciência daquela multidão...
E,em vez de achar a luz que os Céus inflama,
Somente achei moléculas de lama
E a mosca alegre da putrefação!

(Augusto dos Anjos,1910)

Estamos em 2009!!!
Então resolvi publicar esse poema que retrata bem o que está estampado nos jornais recentes!!!
Collor e Sarney de volta!!!

Um balde por favor!!!
Quero vômitar!!!

segunda-feira, 2 de março de 2009

TERRESTRE.


Os moralistas voltaram!!!E trouxeram na bagagem as profecias de uma nova era!!!

Claro que nada pode disfarçar aquele cheiro de perfume barato!!!


Mas as frases de efeito estão prontas!!!

E o discurso segue na tecla do que é certo.Do modus operandi do sistema!!!

Daquele ar de intelectualidade e um olhar blasé que beira a embriaguês!!!

Os mocinhos voltaram,não haverá mais espaços para os vilões.E não há OSCAR que salve os "bandidos" de um fim trágico e "exemplar".

Uma salva de palmas,a rotina voltou!!!

Vamos ter aula de como se viver em horário nobre!!!

Vamos!!!sem hesitar!!!vamos direto ao abismo,afinal somos perfeitos e podemos voar!!!

Eu não sei voar!!!Por isso rastejo pela terra!!!Eu sei qual é o meu lugar!!!!